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Presidente da GM Brasil diz que empresa não descarta demissões

27/01/2015 A+ A-
Divulgação
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Santiago Chamorro, presidente da GM Brasil
O presidente da General Motors do Brasil, Santiago Chamorro, disse nesta segunda-feira, 26, que a empresa acompanha o desempenho do setor automotivo e da economia como um todo, o que não permite garantir que não haverá demissões este ano. Em um discurso alinhado com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), ele defendeu um aumento no período máximo de lay-off, atualmente de cinco meses.

"Nós temos acordos para alguns programas de lay-off nas unidades de São José dos Campos e São Caetano do Sul. Sempre acreditamos que o período máximo de lay-off de cinco meses é muito curto e, se estendido, deve ajudar a manter o nível de emprego", comentou. 
Questionado diretamente se poderia garantir que não haverá demissões este ano, a exemplo do que aconteceu na Volkswagen e na Mercedes-Benz, ele não quis de comprometer. "Não posso garantir... Temos de acompanhar a indústria (automotiva), o mercado. A esta altura, temos os programas de lay-off aprovados e precisamos ver como será o segundo semestre em termos de vendas", afirmou.

As declarações foram feitas durante uma cerimônia para comemorar os 90 anos da GM no Brasil e a inauguração de um novo centro logístico na unidade de São Caetano do Sul, no ABC paulista. O presidente global da montadora, Dan Ammann, que também participou do evento, destacou os investimentos no Brasil. A empresa anunciou recentemente um plano de investimento recorde de R$ 6,5 bilhões para o período 2014-2018. 

Ao ser indagado se a desaceleração da economia brasileira poderia levar a uma revisão desse volume, ele afirmou acreditar no mercado a longo prazo. "Acredito que vamos continuar a crescer e comprometidos com a manutenção da liderança de mercado".

Ammann reconheceu, no entanto, que 2015 deve ser um ano desafiador, mas aposta em uma melhora a partir do segundo semestre. O executivo comentou que a nova equipe econômica do governo Dilma Rousseff tem dado sinais iniciais positivos, mas disse que é preciso ver como as coisas se desenvolvem. "Esperamos ver as mudanças que precisam ser feitas", comentou.

<b>Inauguração</b>

O novo centro de logística inaugurado nesta segunda na unidade da GM em São Caetano do Sul teve um investimento de R$ 100 milhões. Com área equivalente a quatro campos de futebol e um pé direito semelhante ao de um prédio de cinco andares, o centro utiliza método de gerenciamento inovador que servirá de referência a futuras unidades de armazenagem e abastecimento de materiais da GM no mundo.

A unidade movimentará diariamente cerca de 1,4 milhão de componentes, entre peças de acabamento, de tapeçaria e mecânicas destinadas ao abastecimento da linha de montagem local, que produz cinco dos 11 modelos nacionais da marca.

Mais antigo complexo industrial da GM no Brasil, a fábrica de São Caetano do Sul já passou por diversas ampliações e atualmente tem uma capacidade produtiva de aproximadamente um carro por minuto. O novo centro logístico vai possibilitar uma economia de energia de 60% graças à utilização de tecnologias como a de paredes translúcidas térmicas, que deixam a luz natural entrar sem que haja um aumento da temperatura interna.

"Nós anunciamos, mesmo com uma situação econômica desfavorável, um investimento de R$ 6,5 bilhões no Brasil, para cumprir a legislação sobre inovação e também modernizar nossas fábricas", disse o presidente da GM América Latina, Jaime Ardila. Segundo ele, um pouco mais da metade desses investimentos será no Estado de São Paulo, com a unidade de São Caetano do Sul recebendo quase R$ 3 bilhões.

O governo de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que participou da inauguração na fábrica da GM, disse que a indústria automotiva tem uma importância econômica e social muito grande, ajudando no avanço da inovação e sustentabilidade. Ele afirmou que é preciso estimular a exportação e disse que o governo já tem feito a sua parte, com a duplicação de estradas ligando a região aos portos do Estado.
  Fonte: Álvaro Campos/Agência Estado 

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